terça-feira, 21 de outubro de 2014

Autor : Rubens Francisco Luccheti

Conhecido e desconhecido ao mesmo tempo, um grande paradoxo a ser representado por este escritor brasileiro chamado Rubens Francisco Lucchetti (R.F Lucchetti), ou até mesmo pelos diversos pseudônimos pelos quais assina diversas estórias de terror, sua tremenda especialidade!
Lucchetti possui mais de 1.576 publicações, tem 84 anos e uma vasta carreira que as vezes era despercebida pelos pseudônimos diferentes e marcante graças a sua experiência e diversas parcerias, entre elas com José Mojica Marins, nosso querido Zé do Caixão!
Certamente é o autor com o maior número de publicações no mundo inteiro, além de livros Lucchetti já trabalhou também com HQs, revistas pulp, roteiros de cinema e radionovelas
.
Ainda na ativa junto de sua máquina de escrever, o autor voltou a evidência através do Facebook,
suas obras estão sendo relançadas através do Grupo Editorial ACP , cujo selo Corvo , foi feito especialmente para essas publicações e de outros consagrados autores de terror
.Conheça mais sobre Lucchetti através de seu site pessoal e para todos aqueles que se aventuram em escrever conheçam também o Grupo Editorial ACP cujas propostas de publicação são ótimas e cabem no bolso de todo autor que deseja um ponto de partida !

Longa vida , querido Lucchetti, aguardamos ansiosamente novas estórias, envolvidas pela inigualavel bruma do mistério e medo que sempre pairaram em seus escritos !



Utilitário: Skoob !

De volta! Após escapar das artimanhas oníricas de Cthulhu !

Todo mundo aqui se amarra no Face, sem dúvida nenhuma ! Mas todo nós que lemos e escrevemos, percebemos que é uma rede social limitada , para se tratar de livros e tudo referente a literatura. Porém para abordar literatura de uma forma tão interativa como o Facebook, nós temos o Skoob !

O Skoob é uma rede social feita para leitores e também escritores onde podemos entrar em contato com diversas pessoas interessadas em literatura, montar uma estante virtual de livros, classifica-los, exibir resenhas, participar de grupos de discussões, pesquisar sobre livros e autores e muito mais! O melhor de tudo é que além de ser uma rede social brasileira ,você pode acessar com seu Facebook!
Abaixo exemplo de uma página de análise de livro (além de um merchandising descarado, hehe, do Criações sombrias):
Divirtam-se !Super recomendado!


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Tradução própria: Serenata de Edgar Allan Poe

Para fechar esta noite de modo especial, mais um belo poema de Poe (hehe trocadilho infame) que tive o prazer de traduzir.
Até breve e grande abraço!

 Serenata – Versão por Orfeu Brocco
Tão doce a hora, tão calmo o momento,
É mais que um flagelamento,
Quando a Natureza dorme e estrelas estão a descansar
Perturbar o silêncio, mesmo com o pesar.

Descansa no oceano de cores iluminadas
Imagens dos Campos Elísios personificadas:
Sete Plêiades entrando no Paraíso,
Formando na profundidade um reflexo preciso:
Endymion acenando do firmamento 
Descobre no mar um segundo sentimento.
No interior de vales sombrios e abissais
E nas cadeias montanhosas espectrais,
A fraca luz vai se apagando, cada vez mais,
a terra, as estrelas, o mar e o firmamento
Estão inebriados pelo sono e contentamento,
Como eu estou inebriado pelo que te define
E por teu amor cativante, minha Adeline.


Mas ouça, Oh, ouça - bem suave e baixinho,
A voz de teu amante esta noite será um burburinho,
Que , num despertar escasso, tua alma perceberá
Minhas palavras como musica de um sonhar.
Assim,  que não se ouvir algo rude
Será invadida sua quietude,
E Nossos pensamentos, nossas almas – Oh Senhor!
 Em cada partícula nos unirá meu amor!

Tradução própria: O Corvo de Edgar Allan Poe

Uma de minhas maiores paixões são as traduções poéticas e literárias, tenho muitos planos a concretizar dentro dessas vertentes e para celebrar , com todo meu carinho, vos deixo abaixo entregues aos delírios de Poe;
Perdoem-me , antes que me esqueça, tenham uma boa madrugada!

O corvo - Edgar Allan Poe - (minha versão)
Era uma meia-noite melancólica, enquanto eu contemplava abatido e enfraquecido
Em meio aos tomos deleitosos e fascinantes de conhecimentos passados
Enquanto devaneava, quase adormecendo, de repente um suave ruído
De alguém que gentilmente batia, batia a porta de meus aposentos magistrais
“Um visitante tardio” murmurei,” bate a porta de meus aposentos magistrais;
Somente isto , nada mais.”
Ah,definitivamente me lembro, foi no vazio mês de Dezembro
E a cada crepitar das brasas , eu chorava a felicidade que se fora
Ansiosamente desejava o outro dia; em vão só restava a agonia
Jogado aos livros e a nostalgia, nostalgia pela perda de Leonora
A donzela que no céu os anjos chamam de Leonora em seus recitais
Mas que aqui na Terra ninguém chamará mais.
E o espectral movimento das entristecidas cortinas púrpura
Arrepiaram e me encheram de terror do qual não havia sentido jamais,
Com o coração acelerado, repetia para afastar aquele presságio isolado
“É somente o visitante tardio pedindo entrada em meus aposentos magistrais,
Somente um visitante tardio pedindo entrada em meus aposentos magistrais.
Somente Isto , e nada mais.
E aquele clamor profano em minha alma crescia, relutante não esvaía
Então eu disse: Senhor ou senhora, não vos deixarei esperando mais,
Eu já quase adormecia, não lhe ouvi antes pelo modo tão gentil que batia
Incansavelmente batia, pedindo entrada em meus aposentos magistrais
E logo que abri a porta havia somente escuridão e nada mais.
Mergulhando intimamente na escuridão a espera, ali permaneci
Temendo, contestando e sonhando com terrores abissais;
Mas o silêncio foi rompido novamente o bater como um gemido,
E meu único berro foi um nome dito e sussurrado
Leonora ?”- e o eco respondeu-me tresloucado
(cada vez mais)
“Leonora !” – somente isto e nada mais.
Voltando ao aposento, toda minha alma estava em tormento,
E novamente aquele leve bater eu ouvia, mais e mais
“Certamente” – eu disse – “ algo bate a janela insistentemente
Deixe-me ver o que lá está , a razão destes ruídos infernais.
Meu coração pára um momento, e uma explicação me satisfaz.
“É somente o vento e nada mais.”
Então abri a vidraça e passou por mim com graça
Um imponente corvo oriundo de incertos mananciais
Sem qualquer reverência, ignorou minha demência
Com semblante de nobreza empoleirou-se em meus pedestais
Donde há um busto de Pallas em meus aposentos magistrais
Ali resignou-se e nada mais.
E este pássaro arredio, fez sorrir meu semblante sombrio
Com sua pompa e ares de nobreza habituais
“Apesar de sua agrura, eu disse,”certamente tens ares cordiais
Fantasmagórico, medonho e errante corvo das trevas eternais.
Diz-me teu nome conhecido lá nas trevas
Disse o corvo: “Nunca mais!”
Espantei com este fato raro e por ouvir da ave algo tão claro,
Apesar de sentido algum provir de palavras tais
Devemos convir que ninguém antes pôde tal cena assistir
Com tal misterioso pássaro sobre seus aposentos ornamentais,
Pássaro ou fera sobre um busto esculpido em aposentos ornamentais,
Com tal nome: “Nunca mais.”
Mas o corvo que se acomodou sobre o busto, palavra alguma mais falou,
Somente aquele murmúrio escapou dele e nada mais
Nem mais um pio, nem movimento, continuou arredio.
Entristecido, murmurei: “Todos se vão, cedo ou tarde demais,
Amanhã partirás tal como minhas esperanças uma vez mais”
Então o pássaro disse, “Nunca mais.”
Surpreso pela inércia rompida e pela declaração proferida,
“Decertol” – Eu disse – essas palavras que tanto recitais
Foi lhe aprendida de um dono de quem cujo abandono
Lhe condena incansavelmente a repetir mais e mais
Esta melodia incerta feita de palavras cruciais.
Esse lamento: “Nunca mais”.
Em frente ao pássaro sentei e então divaguei
Encostado a almofada, iluminado por castiçais
Sonhando com o toque macio daquela
Cujo toque sensível encantou-me em noites desiguais
Encantou-me, tocou-me, mas agora, não mais.
O toque dela, ah, nunca mais.
O ar então tornou-se denso, perfumado invadido por um cheiro de incenso
Como se fosse exalado pelo toque dos pés de um anjo vindo das hostes celestiais
"Maldito" - exclamei - "Pelo Deus que a levou - E pelo anjo mais aflito
Me alivie - me alivie e cesse a lembrança de Leonora que tanto trais
Cesse, cesse todo seu tipo de agouro da Leonora que não volta mais!"
Declarou o corvo "Nunca mais"
"Profeta!" - eu disse - "criatura nefasta!"Ainda profeta , mesmo que seja da mais vil casta
Se o tentador enviou-te, ou mesmo que banido foi-te de tuas hostes umbrais,
Ainda que esteja desolado, persistes neste deserto isolado -
Nesta casa pelo horror assolada - diga-me verdadeiramente com seus ais,
Eu imploro! - Existe enfim o paraíso a espera das criaturas passionais ?
Respondeu o corvo: Nunca mais!
"Profeta!" - eu disse - "criatura nefasta!"Ainda profeta , mesmo que seja da mais vil casta
Pelo céu que se dobra acima de nós e pelo Deus que nos rege das hostes celestiais,
Diga a esta alma carregada de tristeza, se nos distante Éden jaz a certeza
Se lá jaz uma donzela a quem os anjos chamam de Leonora em seus recitais,
A quem os anjos chamam de Leonora em seus recitais!
Disse o corvo: Nunca mais !
Seja este teu ultimo pio o que nos aparta! Volte a sua treva e parta !
Arrogante, berrei: Volte a sua peregrinação e aos abismos infernais !
Deixe sequer uma pluma maldita ou vestígios dessa sua mentira dita!
Deixe minha solidão por ti rompida! Saía do busto donde estais!
Leve a tua sombra de meu coração e vai-te por onde entrais !
Disse o corvo: Nunca mais.
E o corvo empoleirado, lá resiste , ainda resiste
Sobre o pálido busto de Pallas em meus aposentos jaz
Seu olhar e semblante revelam um tormento constante
Os castiçais projetam sua sombra em meus umbrais
Minha alma é coberta por sua sombra mais e mais
E não irá se libertar, jamais !

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resenha livro: O cemitério de Stephen King

Stephen King é um escritor que dispensa apresentações (mas caso você seja ávido por biografias e informações adicionais, basta clicar em seu nome , para conferir), O cemitério é um de seus melhores livros, sem dúvida e isso já bem notório na introdução onde ele relata uma lista de pessoas que escreveram livros dizendo o que fizeram e porque, seguindo o comentário:

"A morte é um mistério, o sepultamento, um segredo"




(foto de meu acervo pessoal, tirada quase agora
após um combate de sangue contra um pernilongo)


Li esse livro pela primeira vez aos 10 anos e senti bastante medo, principalmente por me colocar no lugar da personagem Ellie que também é uma criança que acompanha o desenrolar dos fatos, porém ao reler ano passado, eu que hoje em dia sou marido e pai de duas crianças (além de minha enteada Alice), senti realmente o terror da estória.
Louis Creed, sua esposa Rachel e seus dois filhos Ellie (6 anos) e Gage (2 anos) mudam-se de Chicago para um cidade pequena no interior do Maine, Creed assume a vaga como médico de uma universidade local e sua família fazem amizade com um dos poucos vizinhos próximos que mora do outro lado da rodovia onde vivem, Jud e sua esposa Norma, um casal de idosos muito simpáticos, (apesar de Jud parecer meio soturno , ás vezes), logo que se mudam Jud salva Gage de ser atropelado por um caminhão na perigosa rodovia e oferece a família Creed para leva-los para um rolezinho (hehe não resisti) pelos arredores, sem imaginarem que em sua propriedade no bosque adentro existe um cemitério de animais (cuja placa foi grafada Simitério) que é mantido pelas crianças da região.
A ideia logo aflige Rachel que tem um terrível problema para lidar com a morte, por conta de um trauma de infância relacionado a sua irmã Zelda, mas ela jamais imaginaria que naquele lugar, em um ponto específico havia uma parte que havia sido o cemitério dos indígenas norte-americanos Micmacs, local que tem fama de amaldiçoado e evitado pelo povo local.
Louis descobrirá que isso não é somente uma lenda, após enterrar Winston Churchill o gato de sua filha que havia sido morto por um caminhão, até que um dia depois o gato reaparece vivo ou melhor quase-vivo, com um semblante diferente do gato gentil de antes, agora com nuances sombrias e malignas.
O mais incrível do livro é as emoções que nos passa relativas a morte, em nossa concepção pessoal lidamos com a morte de uma só maneira, mas através dos personagens entenderemos a diferença derradeira de suas concepções sobre a ceifadora de tudo!
Para quem assistiu ao filme (igualmente bom, com uma pitada de Ramones ainda na trilha sonora) ao ler o livro perceberá diferenças interessantes que não foram exploradas, como por exemplo a presença de um criatura chamada Wendigo, proveniente de mitos canadenses e americanos que ronda o cemitério dos Micmacs.
Se aventurar a ler O cemitério é uma ótima pedida, páginas recheadas de terror e pontos de vistas que lhe farão pensar :
"e quando for minha hora de morrer? Será a morte uma benção ? E se eu ressuscitasse seria uma maldição ou realmente a morte é um merecido descanso ?

Aproveito aqui para deixar um grande abraço para Renata que me deu o exemplar acima !

Será que seria realmente bom trazer alguém que muito amamos e perdemos de volta ?

Poesia: A noiva

Olá, mas que breve retorno , não? Iniciando aqui o primeiro poema a ser postado de minha autoria, porém postarei poemas de vários autores também, sempre atente para o nome da postagem, pois antes do título será indicado do que se trata , exemplo : Poesia,Resenha, Eventos, Utilidades e assim por diante, pois daí ficará mais fácil, para que quando forem procurar por algo nos registros, saibam do que se trata!
O poema apresentado abaixo é parte do livro Jardins dolorosos da Babilônia, inspirado no filme A noiva do Reanimator (que vale um ótimo post sobre depois!):

A noiva
Ela é minha por inteiro,
Feita de partes mortas,
Para saciar meu ego lisonjeiro
E minhas fantasias tortas.

Mas o coração pertenceu
A alguém que tanto amei,
Ela se foi e o amor não pereceu
Então com minhas mãos a recriei.

Dance comigo minha amada,
Mova seu corpo reanimado
Pela substância esverdeada
E pelo meu amor desfigurado.

Vamos horrorizar os hipócritas,
Vamos mostrar a nossa sorte
Mesmo de formas inóspitas
Nosso amor se estende
E vence a própria morte!

 Imagem do livro Jardins dolorosos da Babilônia.
Clique aqui 
para ler algumas páginas e comprar, se desejar!
Imagem do filme A noiva do Reanimator (1990) do diretor Brian Yuzna, terror e comédia.

Muito prazer, Pleased to meet you, Приятно познакомиться!


Como uma saudação adequada, nada melhor do que a esta bela foto da lua, tirada no quintal da minha casa há alguns dias atrás, eu sou Orfeu Brocco, tenho 26 anos, sou casado e vivo em São Paulo, sou professor de língua inglesa, mas o que eu realmente prefiro ser é escritor e poeta !
Este blog estreante é uma mistura de diário, jornal de utilidades (e inutilidades também, por que não?), caderno de resenhas (seja de filmes, livros, músicas, eventos) e acima de tudo, um guia de dicas para aqueles que desejam também serem escritores, o melhor disso tudo é poder acompanhar em tempo real, alguém que também está trilhando este caminho.
Como poeta e amante do terror não se assuste, caso encontre versos espalhados, reis, demônios, anjos, pistoleiros e aventureiros por aqui, a noite e a vida tem suas maneiras estranhas de reunir seres antagônicos , não é mesmo ?

Meus trabalhos publicados até o momento são:

Criações sombrias (2014) - publicado de maneira independente através de um selo que criei a Black Bird Brasil, é um romance de terror e drama que conta a estória de um escritor envolvido com forças sobrenaturais que provem de seu antigo lar na infância.

Jardins dolorosos da Babilônia ( ou versos ácidos para meu amor ,se você preferir)  - lançado também este ano ,pelo mesmo selo mencionado acima (farei uma postagem especial sobre a Black Bird Brasil depois), é um livro de poesias ligado a estória de um homem que após uma terrível desilusão amorosa é levado de maneira inexplicável a antiga Babilônia para tentar entender a natureza da dor e do amor.

Noite arrepiante (2014) - antologia organizada pelo Sr Arcano do site Sombrias Escrituras (onde também participo publicando poesias, contos e artigos, participei desta antologia com o poema "Á meia noite", minha esposa Maysa Lennox também participou com um poema próprio, é um ótimo livro com contos e poemas com temática gótica. A ser destrinchado aqui em breve também.

33 R.P.M - Relicário de poesia maldita (2014) - mais uma antologia, desta vez só de poesia, organizada pelo escritor e artesão de livros Barata Cichetto, contém poemas de 33 autores, inclusive de meu grande amigo e poeta Charlie Fialho. Participei com três poemas: O vestido, O calor e a saudade e Última noite na Casa da Diversão.

Novamente, muito prazer! Vejo você em nosso próximo post !
Grande abraço!