Stephen King é um escritor que dispensa apresentações (mas caso você seja ávido por biografias e informações adicionais, basta clicar em seu nome , para conferir), O cemitério é um de seus melhores livros, sem dúvida e isso já bem notório na introdução onde ele relata uma lista de pessoas que escreveram livros dizendo o que fizeram e porque, seguindo o comentário:
"A morte é um mistério, o sepultamento, um segredo"
(foto de meu acervo pessoal, tirada quase agora
após um combate de sangue contra um pernilongo)
Li esse livro pela primeira vez aos 10 anos e senti bastante medo, principalmente por me colocar no lugar da personagem Ellie que também é uma criança que acompanha o desenrolar dos fatos, porém ao reler ano passado, eu que hoje em dia sou marido e pai de duas crianças (além de minha enteada Alice), senti realmente o terror da estória.
Louis Creed, sua esposa Rachel e seus dois filhos Ellie (6 anos) e Gage (2 anos) mudam-se de Chicago para um cidade pequena no interior do Maine, Creed assume a vaga como médico de uma universidade local e sua família fazem amizade com um dos poucos vizinhos próximos que mora do outro lado da rodovia onde vivem, Jud e sua esposa Norma, um casal de idosos muito simpáticos, (apesar de Jud parecer meio soturno , ás vezes), logo que se mudam Jud salva Gage de ser atropelado por um caminhão na perigosa rodovia e oferece a família Creed para leva-los para um rolezinho (hehe não resisti) pelos arredores, sem imaginarem que em sua propriedade no bosque adentro existe um cemitério de animais (cuja placa foi grafada Simitério) que é mantido pelas crianças da região.
A ideia logo aflige Rachel que tem um terrível problema para lidar com a morte, por conta de um trauma de infância relacionado a sua irmã Zelda, mas ela jamais imaginaria que naquele lugar, em um ponto específico havia uma parte que havia sido o cemitério dos indígenas norte-americanos Micmacs, local que tem fama de amaldiçoado e evitado pelo povo local.
Louis descobrirá que isso não é somente uma lenda, após enterrar Winston Churchill o gato de sua filha que havia sido morto por um caminhão, até que um dia depois o gato reaparece vivo ou melhor quase-vivo, com um semblante diferente do gato gentil de antes, agora com nuances sombrias e malignas.
O mais incrível do livro é as emoções que nos passa relativas a morte, em nossa concepção pessoal lidamos com a morte de uma só maneira, mas através dos personagens entenderemos a diferença derradeira de suas concepções sobre a ceifadora de tudo!
Para quem assistiu ao filme (igualmente bom, com uma pitada de Ramones ainda na trilha sonora) ao ler o livro perceberá diferenças interessantes que não foram exploradas, como por exemplo a presença de um criatura chamada Wendigo, proveniente de mitos canadenses e americanos que ronda o cemitério dos Micmacs.
Se aventurar a ler O cemitério é uma ótima pedida, páginas recheadas de terror e pontos de vistas que lhe farão pensar :
"e quando for minha hora de morrer? Será a morte uma benção ? E se eu ressuscitasse seria uma maldição ou realmente a morte é um merecido descanso ?
Aproveito aqui para deixar um grande abraço para Renata que me deu o exemplar acima !
Será que seria realmente bom trazer alguém que muito amamos e perdemos de volta ?

Ele é um rei!
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