sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Tradução própria: Serenata de Edgar Allan Poe

Para fechar esta noite de modo especial, mais um belo poema de Poe (hehe trocadilho infame) que tive o prazer de traduzir.
Até breve e grande abraço!

 Serenata – Versão por Orfeu Brocco
Tão doce a hora, tão calmo o momento,
É mais que um flagelamento,
Quando a Natureza dorme e estrelas estão a descansar
Perturbar o silêncio, mesmo com o pesar.

Descansa no oceano de cores iluminadas
Imagens dos Campos Elísios personificadas:
Sete Plêiades entrando no Paraíso,
Formando na profundidade um reflexo preciso:
Endymion acenando do firmamento 
Descobre no mar um segundo sentimento.
No interior de vales sombrios e abissais
E nas cadeias montanhosas espectrais,
A fraca luz vai se apagando, cada vez mais,
a terra, as estrelas, o mar e o firmamento
Estão inebriados pelo sono e contentamento,
Como eu estou inebriado pelo que te define
E por teu amor cativante, minha Adeline.


Mas ouça, Oh, ouça - bem suave e baixinho,
A voz de teu amante esta noite será um burburinho,
Que , num despertar escasso, tua alma perceberá
Minhas palavras como musica de um sonhar.
Assim,  que não se ouvir algo rude
Será invadida sua quietude,
E Nossos pensamentos, nossas almas – Oh Senhor!
 Em cada partícula nos unirá meu amor!

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